 |
O Virgem de 40 Anos (The 40 Years Old Virgin, 05)
Atualmente para se fazer uma comédia acima da média precisa-se apenas uma coisa: originalidade. Isso é com certeza o grande trunfo de O Virgem de 40 Anos. Atualmente, ver uma comédia mesmo, boa, excluindo todas as possíveis vertentes para o romance ou para o drama, é algo bem difícil, pelo menos para mim. Já faz um bom tempo que não via uma comédia assim, que busca na sátira, na paródia ao ser humano, com um leque de referências, retratar da maneira mais escrachada e exagerada possível para atingir a risada, não!, a gargalhada do espectador. Não condeno isso de maneira alguma, não é uma comédia cabeça, que te faz raciocinar, ou um pastelão artístico - estilo de Chaplin -, é a comédia feita para rir, "besteirol", que não deixa de ser inteligente. As sacadas são geniais. Fazia tempo que não gargalhava tanto no cinema, fazia muito tempo.
Evocando os velhos tempos dos Irmãos Farrely, o diretor estreante nos cinemas Judd Apatow, conta uma história se apoiando no quase imaginário. Quando vi o trailer, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a imagem do diretor Skinner, de Os Simpsons, um homem de 44 anos ainda virgem. Imaginem um homem com 40 anos virgem, hoje em dia é difícil se pensar em alguém com 20 anos virgem. A nossa sociedade se tornou tão precoce, que só de ver um título desses, um sorriso é produzido. Virou irreal, fantasia. Mesmo nos tempos passados, uma hipótese dessa era estranha - mesmo que fosse escondido, como a Rainha Virgem, que de virgem não tinha nada. Até mesmo padres, celibatários, é difícil imaginá-los virgem, devido a toda corrupção da Igreja. É só assistir a O Nome da Rosa para evidenciar isso. De maneira alguma quero dizer que não há celibatários oficiais virgens, com certeza existem, mas cada vez mais é difícil encontrá-los. Por isso soa tão absurdo a idéia de alguém com 40 anos ser virgem. O filme ainda coloca o sexo como diferenciador, o virgem era imaginado como um psicopata por seu colega de trabalho de tão pavorosamente patético que era e ao mesmo tempo apavorante.
A originalidade do filme vem cargada nisso. O cara é tão vazio, tão patético, que é um crianção, não em maturidade, mas na questão do prazer, já que seu motivo de adoração são seus brinquedos - seus bonecos - na embalagem original - outro detalhe que me remete a Os Simpsons, na personagem do dono da loja de quadrinhos -, e um fim de semana conturbado é quando ele sente desejo por um determinado tipo de sanduíche. Até que um dia ele é convidado para jogar pôquer, e uma cena hilária sucede-se. A partir daí, todos os esforços dos agora amigos serão revertidos numa tentativa de fazê-lo transar, a qualquer custo.
Andy - o virgem -, é, quanto ao sexo, como um garoto de 12/13 anos, que quer saber de tudo sobre sexo. Posições, como fazer na hora, dicas, entre outras coisas. E o paralelo que se pode ver nisso é com a juventude, com o diferencial que ele é um sujeito frustrado.
Para não ser um pretenso estraga prazer não contarei outras referências, e nem descreverei as cenas, só irei mencionar as melhores: quando descobrem que ele é virgem, a depilação, colocando a camisinha, visitando um centro de ajuda sobre sexo, falando com a mocinha da loja ao lado, quando David o presenteia com uma caixa e a brilhante cena final.
Vocês conhecem um cara chamado Steve Carell? Ele andou fazendo umas comédias, sempre como coadjuvante. Ele é Evan Braxter de Todo Poderoso e Brick Tamland de O Âncora. Quem viu os filmes sabe que ele é um dos grandes atrativos - a melhor cena de Todo Poderoso é protagonizada por ele -, e agora ele virou o principal. Steve Carell é O Virgem de 40 Anos, e sem dúvida é a melhor revelação do ano, e é dono de uma das melhores performances do ano. Só vendo para descobrir que ele será um dos grandes comediantes, colocando para trás nomes como Ben Stiller e até mesmo Jim Carrey - pelo menos no âmbito da comédia. A expressão dele é fenomenal, sua tonalidade de voz, sua maneira exaltada, são perfeitas. Ele é a razão para esse filme ser tão engraçado. Sinceramente, deveriam chover nomeações a prêmios e propostas de trabalho. O cara é fenomenal.
Pode até ser que eu esteja superestimando essa comédia, que tem sua genuidade no grotesco, e pode até ser taxada de mau gosto, mas não se pode negar a originalidade do roteiro, peculiar, irônico, satírico e com uma boa dose de humor negro. Finalmente esse gênero está de volta com um bom representante.
A trilha sonora também tem seus atrativos.
Eu queria me prolongar, mas não quero estragar nenhuma possível cena do filme, pois o seu grande deleite é assisti-lo e rir, gargalhar, pois a comédia foi feita para isso, ainda mais essa, descompromissada, e cheia de achados, que tem em seu poder, o excelente emprego das referências, seja explícita, seja na paródia.
Só deixando uma cena:
Cal: Be David Caruso in Jade.
Beth: [Andy is staring at her] Can I help you? Andy Stitzer: Do I need help? Beth: Ummm... is there something you are looking for? Andy Stitzer: Is there something I should be looking for? Beth: We have an extensive do-it-yourself section. Andy Stitzer: Do you like to ... do it yourself?
Nota: 85/100
Escutando: CD (Begin Here - The Zombies); Música (Let Me Down Slow - The Rolling Stones)
A Descobrir
A Chave Mestra (The Skelleton Key, 05) - Outro gênero que está retornando com força é o terror. O primeiro grande terror do ano (no considero Água Negra terror), se sustenta num terror com muito suspense, cenas arrepiadoras, lendas e um clima tenso. O final surpreende desfecha brilhantemente o filme. E pensar que a principal razão de querer ver o filme foi Kate Hudson. A história narra uma situação com a prática do hudu, uma forte magia que só afeta quem nela acredita. A personagem de Hudson é contratada por uma mulher cuja a casa foi palco de tais usos. Vale a pena. [83]
Escrito por Gabriel Carneiro às 22h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O Quarto Verde (La Chambre Verte, 78)
Assistir em São Paulo é muito vantajoso, ainda mais para os amantes do cinema. É vivendo nessa cidade que tenho a oportunidade de ver um dos últimos filmes de François Truffaut, que não seja em alguma mostra - que trazem outros grandes títulos. O Quarto Verde entrou em cartaz na última sexta, e após ler sobre o que exatamente se tratava esse filme não tinha como deixá-lo de ver. Um filme sobre a morte e como o próprio Truffaut dizia, contra o esquecimento. É alegre e triste assistir a um filme como esse, alegre por nos mostrar um cinema altamente qualificado, pontuando a profundiade de um roteiro muito bem elaborado, tratando de um tema sublime e lúgubre de maneira ora confortante ora depressiva; triste ao constatarmos que obras como essa, diretores com uma capacidade criativa tão ampla e tamanha habilidade em argumentação, é algo escasso nos dias de hoje. Sem querer desmerecer as produções norte americanas, que costumam figurar entre meus filmes preferidos, mas é muito difícil encontrar um produção norte americana tratando sobre o existencioalismo de tal maneira, isso é algo muito mais comum em filme provindos da Europa e do extremo oriente. E tais questões abordadas é que trazem a qualidade das obras em muita das vezes.
O diretor francês Fraçois Truffaut foi um dos expoentes da Nouvelle Vague, movimento cinematográfico extremamente importante para a história do cinema, sendo uma espécie de jovem realismo francês. Tal movimento além de lançar diretores como Jean Luc Godard e Alan Resnais, pregou uma revolução para o cinema da França. Queriam que o cinema fosse usado como meio pessoal de exposição, de expressão artística e que houvesse uma maior liberdade de produção. Graças a tal movimento, seus principais diretores tornaram-se ícones de várias gerações e sinônimo de cinema altamente qualificado. Hoje em dia falar mal de Truffaut é quase uma heresia, pois seu cinema é dotado de uma capacidade argumentativa brilhante, com uma linguagem clara e única.
Morte. Esquecimento. Vida. Amor. Essas são as palavras chaves desse filme. A morte é algo tão comum em nosso cotiadiano que se torna transparente após algum tempo, afinal a morte é a única certeza que temos em nossa vida, é algo básico que completa nosso ciclo terreno. A crueza da morte é algo corriqueiro que acaba sendo esquecido e quanto mais tempo se passa, menos tempo para nos lembrar deles temos. A principal conseqüência da morte, pelo menos a mais triste, é que, eventualmente, esse indíviduo será esquecido, ainda mais se o cidadão for ordinário. Mortos de guerra, zeladores do país, heróis nacionais. Hoje em dia só servem para enfeitar muros ao redor do mundo, com seu nome tão minusculamente escrito ao lado de tantos outros e com tais monumentos já comuns a nossa vista. Foram esquecidos. É isso que a morte traz, o esquecimento, de tão rotineiro que é. Sentimos falta dos mortos, dos nossos mortos, daqueles que conhecemos e nos rodearam e nos fizeram felizes em certos momentos, mas é raro nos pegarmos lembrando deles. Vivemos muitas vezes tão intensamente o presente e o futuro que nosso passado se torna cada vez mais longínquo. É importante lembrarmos de nossas origens e das pessoas que nos tornaram o que somos hoje. Mas não lembrarmos para ficarmos tristes, mas para celebrar o que tal pessoa significou.
O propósito do autor, creio, é exatamente isso. Julien Davenne encarna um sujeito que reverencia os mortos dele, pois ao reverencia-los, eles não serão esquecidos, e assim isso não acontecerá com ele. É também cíclico, como a morte. Manter a lembrança daqueles quem nos foi importantes, para um dia também figurarmos nesse contexto. Julien devota seus dias para que seus mortos tenham algum destaque, pois a morte é o fado ao esquecimento, e acaba tornando-se algo desrespeitoso. Com a morte de sua esposa, Julien mudou, ainda mais com as diversas mortes doa amigos na Primeira Guerra Mundial, e todos foram esquecidos, não por ele. No primeiro momento do filme nos deparamos com uma imagem contraditória com o enredo, mas aos poucos vamos lidando com as situações e entendendo o porque daquela obstinação. É então que vemos o progresso com uma pessoa, Julien encontra alguém muito parecida com ele, e ao mesmo tempo diferente, e nela vê-se a junção de objetivos - e seus contrastes - e a pessoa que o comtemplará em sua morte, nunca deixando o fogo das velas apagar.
O tema filosófico do filme constrói-se em simples fatos, e isso o engrandece. A boa filosofia, ou seus produtos, provém de questões tão manjadas que já se tornaram estúpidos, mas a sabedoria vem no tratamento disso. E a genialidade de Truffaut se vê na precisão em que ele coloca as cenas da capela, contrapondo-se com a vida terrena e seus despropósitos. Anteriormente já havia visto a singeleza que ele trata um relacionamento em O Homem que Amava as Mulheres - até o momento, seu filme que mais aprecio. Já falei e repito, o diferencial num filme é seu lirismo. E Truffaut mostra nesse dois filme aqui citados exatamente como ser diferente num filme.
François Truffaut além de brilhante diretor também é um ótimo ator. Gostei de ver seu trabalho como Julien Davenne, uma personagem esférica, cheio de complexidades. A cena final é brilhante, e o ponto que culmina o filme é um show por parte de Truffaut diretor e de Truffaut ator.
Alguns destaques para cena do incêndio, onde Truffaut ator nos mostra realmente sua personagem, e a compra do anel. A cena final já entrou para o hall de minhas cenas preferidas, tamanha a sensibilidade daquele desencontro.
Nota: 80/100
Escutando: CD (A Bigger Bang - The Rolling Stones); Música (Bridge Over Troubled Water - Johnny Cash)
A Descobrir
Verão Feliz (Kikujirô no Natsu, 99) - Brilhante filme de Takeshi Kitano. Esse é o primeiro filme dele que realmente me deixa atônito. Kitano trata da história de um garoto, sozinho, que vai viajar com um folgado de carteirinha. E nisso, esse folgado se encontra naquele garoto, e vê nele seu passado. O objetivo dessa viagem é levar o garoto para conhecer a mãe. Uma brilhante comédia dramática. A personagem de Kitano é hilária e a sucessão de cenas em que pedem carona. Agora sim fiquei curioso em conhecer sua filmografia. [88]
Escrito por Gabriel Carneiro às 21h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Amor em Jogo (Fever Pitch, 05)
Enquanto meu texto de Casa Vazia continua com meio parágrafo e sem probabilidade de continuação, tento escrever algo sobre a nova comédia dos irmãos Farrely. Outra incursão dos irmãos no gênero da comédia romântica e melhor sucedida que O Amor é Cego. Este traz um maior diferencial, e creio que seja a despretensão. É um filme bem gostoso de assistir, e o melhor, não tem toda aquela pieguice que rodeia 80% das comédias românticas atuais. A vantagem, creio eu, está na divisão temática do filme, o romance é um coadjuvante, focando muito mais neles como dois bons amigos, que são namorados, e pode-se dizer que isso é o romance, mas longe de ser aquele esteriótipado. Os Farrely tem um dom, são dois ótimos diretores, sabem muito bem criar um clima envolvente e uma comédia engraçada - e não importa o tipo de comédia, seja no humor sutil, seja no escrachado eles sempre conseguem um resultado positivo. E embora a obra seja uma adaptação de um livro do aclamadíssimo - e aparentemente principal atrativo do filme - Nicky Hornby, Febre de Bola, a dupla se mostra em uma de suas realizações mais autênticas e ao mesmo tempo mais reverentes ao cinema.
Os irmãos Farrely ganharam uma geração de fã com seus Debi & Lóide e Quem Vai Ficar Com Mary?, usando da bizarrice para embolsar milhões e lançar dois atros ascendentes ao estrelato, Jim Carrey e Ben Stller. Algo aconeteceu com a dupla e seus últimos filmes são mais leves e mais voltados a um público mais amplo. Perderam bastante espaço na publicidade, pelo menos por aqui, e agora, eles fazem filmes para implantar, talvez, uma nova linguagem, com um humor negro mais leve, sátiras não tão explícitas e referências a grandes clássicos. Ao falar desse filme a crítica coloca o mérito no livro, não sei, não o li, mas a direção tem sim seus créditos.
O que diferencia o livro do filme é a troca do original futebol, passado na Inglaterra, para o beisebol, um esporte tipicamente americano. Não que isso me faça diferença, o que vale é a paixão do cara pelo esporte. Eu juro que gostaria de ter um amor por algo como esse, é emocionante vê-lo falando do beisebol e do Red Sox. Já fui fã de futebol e de F1 - na área esportiva -, e hoje, digo que sou apreciador - e não fã, pois ele sim é fã, e perto dele não sou nada - de cinema, de música e até de literatura, com mais ou menos intensidade, mas jamais pode-se comparar com a paixão da personagem pelo beisebol. É fantástico. Tudo gira em torno daquilo, e a própria questão do filme é querer saber se é possível converter tamanha ânsia de devoção à mulher amada. Será que o amor pode tudo? Obviamente que há uma clara diferença entre o amor a uma pessoa e a algo material, são paixões que significam coisas completamente diferentes para nossos seres. Imaginem amar sua namorada do mesmo jeito que você ama futebol, não dá, certo? Mas o legal do filme é mostrar que isso é capaz, e que apesar dos apesares, há sempre uma solução plausível, basta exercer a comunicação - por quê não haveria como conciliar coisas diferentes?
O filme narra uma cena comum, um professor apaixonado pelo Red Sox leva alguns alunos para ter uma palestra com uma profissional bem sucedida. Instigado por uma aposta com os alunos - que dizem que ele é um bobão por não tentar nada e que memso se tivesse coragem jamais conseguiria -, consegue um encontro com ela e acabam apaixonando-se. Mas o trabalho e o beisebol podem vir a atrapalhar esse romance.
Não sei se sabem, mas tenho um grande apresso por Frank Capra e seu A Felicidade Não Se Compra. Gostei bastante da menção ao pedido de casamento, que em Amor em Jogo ganha o valor do pedido ao acompanhamento no primeiro jogo da temporada. E vou além, o filme conta um pouco com a maneira de Capra contar suas fábulas repletas de esperança e crença - refiro-me a parte do romance, pois Capra para mim é inigualável.
Finalmente Jimmy Fallon encontrou-se nas telas grandes, pois esse foi seu primeiro grande papel com um ótimo destaque. Achei que não veria mais a promessa apresentada em Saturday Night Live, não que eu seja um grande fã de sua capacidade de atuar, acho apenas que ele pode muito bem se sobressair num papel cômico. Drew Barrymore é a mesma, feita na medida para todos esses papéis. É bonita e boa atriz, para isso. Chegará aos 40 anos como Meg Ryan e Sandra Bullock querendo provar que sabe fazer papéis mais complexos. O filme conta com uns coadjuvantes bem simpáticos.
Sei que talvez estejam pensando que a cotação está inadequada. Só falei bem do filme e dei três míseras estrelas. Pois é, poderia dar mais, mas não posso dizer que sou um grande fã de comédias românticas, portanto é muito boa aquela uma que receba uma nota acima de 70. A película ainda conta com um final aquém do meu esperado, mesmo sabendo o que o filme só poderia ter terminado daquela maneira. Vale a pena conferir, nem que seja em sua casa, no conforto de seu sofá, de preferência com seu parceiro.
E viva o amor e o beisebol, e claro, os irmãos Farrely.
Moral da história: beisebol pode causar dependência e vício, e posteriormente utilizado como medida de auto-destruição e trotura psicológica.
Escutando: CD (As Quatro Estações - Vivaldi); Música (Space Dementia - Muse)
A Descobrir
Eles Não Usam Black-Tie (Idem, 82) - Fantástica a adaptação da obra teatral de Gianfrancesco Guarnieri, que conta com ele como personagem principal. Isso sim é exemplo de cinema brasileiro com crítica social. Uma história comovente e dura sobre operários que querem seus direitos. A formação de sindicatos e aceitação social. No estado em que vivem é perfeitamente plausível todas as atitudes. Alcoolismo, gravidez, pobreza e ditadura militar figuram entre os temas abordados. É, cinema brasileiro tem sim sua qualidade crítica e cinematográfica sem cair na chatice. [87]
Escrito por Gabriel Carneiro às 22h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Filmes vistos em Agosto legenda: revistos
- O Bandido da Luz Vermelha (Idem, 69)
[44]
- Como Perder um Homem em Dez Dias (How To Lose a Guy in Ten Days, 03)
[56]
- Sin City - A Cidade do Pecado (Sin City, 05)
[63]
- Aplausos (Applause, 29)
[52]
- Camelos Também Choram (Die Geschichte vom Weinenden Kamel, 03)
[62]
- Batedor de Carteiras (Pickpocket, 59)
[82]
- A Grande Testemunha (Au hazard Balthazar, 66)
[59]
- Filho Único (Hitori Musuko, 36)
[76]
- Menina Santa (La Niña Santa, 04)
[48]
- Meninos de Tóquio (Umarete wa mita keredo, 32)
[86]
- Fighting Caravans (idem, 31)
[79]
- O Cavaleiro Solitário (Randy Rides Alone, 34)
[50]
- A Perdição de Osen (Orizuru Osen, 35)
[70]
- A Ilha (The Island, 05)
[50]
- Água Negra (Dark Water, 05)
[85]
- Amistad (Amistad, 97)
[62]
- Tão Distante (Distance, 01)
[28]
- O Retorno (Vozvrashcheniye, 03)
[78]
- O Castelo Animado (Hauru no Ugoku Shiro, 04)
[88]
- Aprendendo a Mentir (Liegen Lernen, 03)
[44]
- A Vitória das Mulheres (Josei no Shôri, 46)
[66]
- Casa Vazia (Bin Jip, 04)
[76]
- A Batalha das Rosas (Bara Gessen, 50)
[60]
- Vinte e Quatro Olhos (Nijushi no Hitomi, 54)
[100]
- Guerra e Juventude (Sensô to Seishun, 91)
[64]
- Um Dia Sem Mexicanos (A Day Without a Mexican, 04)
[57]
- Vincent (Vincent, 82)
[83]
Comentários: 28 filmes no mês, uma ótima média para volta às aulas. A grande maioria faz parte do Festival de filmes japoneses do Telecine Classic, entre eles o execelente Vinte e Quatro Olhos que retrata a vida de uma professora e Meninos de Tóquio, um filme que mesmo sem sonoridade algum consegue prender a atenção. Sin City é um bom filme, mesmo tendo-me sido uma grande decepção; falem-me como pode-se considerar o chato Menina Santa um dos melhores filmes da atualidade?; Água Negra é um filmaço, um drama denso, como compará-lo a O Grito?; Amistad melhores bem numa revisão, e O Castelo Animado cai um pouco; Vincent foi um dos primeiros trabalhos de Tim Burton como diretor e é, até agora, a animação mais adorável que vi (Vincent Malloy is seven years old, / He's always polite and does what he's told. / For a boy his age he's considerate and nice, / But he wants to be just like Vincent Price...)
Melhores filmes:
- Vinte e Quatro Olhos
- O Castelo Animado
- Meninos de Tóquio
- Água Negra
- Vincent
Piores filmes:
- Tão Distante
- O Bandido da Luz Vermelha
- Aprendendo a Mentir
- Menina Santa
- A Ilha
Escrito por Gabriel Carneiro às 13h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|
 |


|
 |